Em Vincent van Gogh está presente o paradoxo de ser simultaneamente um dos pintores modernos mais difundidos a nível popular e um homem, em geral, com poucos estudos e muito mal compreendido.
A sua vida triste, o seu destino dramático, o esforço titânico contra tudo e contra todos que teve de realizar para levar a cabo a sua produção artística tornam a sua figura atrativa.
A sua obra, continuada mesmo no final da sua vida nos intervalos das suas crises, apresenta, como todas as criações geniais, a clarividência de quem capta e expressa o sentido da sua época e lega ao futuro as aspirações do seu momento.
Para Van Gogh a arte é uma espécie de catarse, uma forma de libertação pessoal. Van Gogh sente necessidade de familiarizar-se e desenha febrilmente tudo o que o rodeia.
Um total de 864 pinturas e quase 1.200 desenhos e gravuras sobreviveram para agora serem admirados, recordados, apreciados por todos aqueles que, em vida, desprezaram o seu talento e a sua arte de pintar.